A portaria eletrônica vem se consolidando como uma das principais soluções de segurança para condomínios residenciais e empresariais no Brasil. De acordo com o Panorama do Setor de Segurança Eletrônica 2024, divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), mais de 12 mil condomínios brasileiros já adotaram o serviço de portaria remota.
Segundo o especialista Tiago Carvalho, gerente de segmento de portaria eletrônica da Orsegups, o avanço está diretamente ligado à necessidade de protocolos mais rigorosos e padronizados. A portaria eletrônica consiste em um conjunto de equipamentos e tecnologias voltados ao controle de acesso do condomínio, utilizando recursos como reconhecimento facial, câmeras, sensores e monitoramento remoto. Esse modelo tem como objetivo substituir a presença do porteiro físico por uma central de monitoramento especializada, responsável por gerenciar e acompanhar os acessos ao condomínio de forma segura e eficiente.
Além disso, a Abese aponta que, com a portaria, 80% de todos os processos de validação de entrada e saída de visitantes, prestadores de serviço e moradores são checados eletronicamente, dificultando a ação de grupos criminosos, uma vez que minimiza as vulnerabilidades dos condomínios.
O especialista explica que, apesar de o profissional não estar fisicamente no condomínio, o fator humano continua presente na operação. “Ele sai da ponta, mas vai para uma célula de segurança com profissionais treinados e auditados. Tudo é gravado: atendimentos, entradas e saídas”, destacou o gerente.
Além do reforço na segurança, o modelo também chama atenção pela redução de custos. De acordo com Tiago, uma portaria presencial pode custar entre R$ 25 mil e R$ 28 mil mensais para um condomínio, considerando folha de pagamento, encargos e cobertura de turnos. Já a portaria eletrônica varia, em média, entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por mês. “Claro que o apelo financeiro é importante, mas o principal ganho é em segurança. A economia acaba sendo um bônus”, ressaltou.
Entre os recursos utilizados estão câmeras com vídeo analítico e inteligência artificial, leitores faciais para controle de acesso, sensores perimetrais e aplicativos que permitem a pré-autorização de visitantes. Cada entrada e saída gera relatórios, registros e gravações, aumentando a rastreabilidade das informações.
O modelo ganhou ainda mais força após a pandemia, impulsionado pelo aumento das compras online e pela necessidade de reduzir o contato físico. Atualmente, centrais de monitoramento conseguem atender condomínios em diferentes cidades a partir de uma única base operacional.
A entrevista completa pode ser conferida no YouTube da Jovem Pan News Litoral.