Depois da instalação da tubulação no mar, a obra de alargamento da Praia do Gravatá, em Navegantes, avança para uma nova etapa. A partir dos próximos dias, começa a fase de dragagem, que será responsável pelo transporte do material que vai ampliar a faixa de areia da região.
A tubulação utilizada na operação, com aproximadamente 1,5 quilômetros de extensão, foi lançada ao mar na segunda-feira (6). A previsão é que a draga Galileo Galilei chegue ao local no domingo (12) para iniciar o trabalho.
A operação deve ocorrer de forma contínua, 24 horas por dia, no trecho entre a região próxima ao Rio das Pedras e o Molhe do Gravatá, em uma extensão de aproximadamente 2,3 quilômetros. A expectativa é que essa etapa seja concluída em até 15 dias.
Após o processo de acomodação da areia, a previsão é que a praia passe a contar com uma faixa ampliada de aproximadamente 70 metros.
A execução da obra é feita pela empresa belga Jan de Nul, especializada em engenharia marítima. O investimento previsto para o projeto é de R$ 31,5 milhões.
Com o início da dragagem, a Praia do Gravatá terá restrição de acesso por motivos de segurança. A área será isolada durante a execução dos trabalhos e também por 10 dias após a conclusão da colocação da areia, período necessário para a acomodação do material.
Durante esse tempo, não será permitida a circulação de pessoas no local, incluindo atividades como caminhada, banho de mar e pesca.
Segundo o secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira, a restrição é necessária devido aos riscos envolvidos durante a operação.
“É um ambiente de obras com maquinário pesado, ou seja, não é um local seguro para passagem de pessoas. Mesmo depois do fim da colocação da areia, é necessário um período de acomodação. Enquanto isso acontece, o solo não fica firme e a pessoa pode ficar presa, havendo risco de vida”, explicou.
A liberação da praia após o término de todas as etapas será feita pelo Corpo de Bombeiros Militar.
A embarcação Galileo Galilei será utilizada para retirar sedimentos do fundo do mar e transportar o material até a área do projeto. O navio possui 166 metros de comprimento e capacidade para armazenar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem.
A draga funciona por meio de um sistema de sucção, que retira a mistura de água e solo do fundo do oceano. Depois, o material é armazenado em um compartimento da embarcação e levado até o ponto onde será utilizado no alargamento da praia.
A embarcação, de bandeira de Luxemburgo, já participou de obras semelhantes no litoral catarinense, incluindo os alargamentos das praias de Balneário Camboriú e Itapoá.













