A campanha “Aqui Não: Empresas Unidas pelo Respeito e Proteção às Mulheres” passou a fazer parte também dos eventos esportivos em Santa Catarina. A iniciativa, desenvolvida pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e outras instituições, agora utiliza jogos de futebol e futsal para ampliar a conscientização sobre a violência contra as mulheres e incentivar a denúncia de casos de agressão.
A ação já foi levada a partidas do Criciúma, do Marcílio Dias, de Itajaí, e das equipes de futsal de Jaraguá do Sul. Durante os jogos, faixas da campanha são exibidas para milhares de torcedores com mensagens de conscientização e enfrentamento à violência de gênero.
O objetivo é aproveitar a grande presença de público nos eventos esportivos para ampliar o debate sobre o tema e mostrar que o combate à violência doméstica e familiar depende da participação de toda a sociedade, e não apenas das forças de segurança ou do Poder Judiciário. A proposta também busca estimular que vítimas e testemunhas denunciem situações de agressão e procurem ajuda.
A iniciativa faz parte da campanha “Aqui Não”, lançada pelo MPSC e pela FACISC para incentivar empresas, entidades e instituições a criarem ambientes mais seguros e preparados para acolher mulheres em situação de risco. A campanha também orienta empregadores e colaboradores sobre como identificar sinais de violência e encaminhar as vítimas aos serviços de proteção.
Além da conscientização, a ação reforça o Protocolo “Não é Não”, previsto na Lei Federal nº 14.786/2023, que estabelece medidas para prevenir e atender casos de assédio e violência contra mulheres em locais de grande circulação de pessoas, como estádios, arenas esportivas e espaços de entretenimento. Em Santa Catarina, o protocolo já vem sendo implantado em parceria entre o Ministério Público e os clubes de futebol do estado.
Durante a implantação do protocolo nos estádios catarinenses, a coordenadora-geral do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon, destacou a importância da iniciativa. “A abertura de hoje é o pontapé inicial para conseguirmos contornar algumas estatísticas nos campos de futebol”, afirmou.
Com a chegada da campanha aos gramados e às quadras, o Ministério Público espera alcançar um público cada vez maior, fortalecendo a cultura do respeito, ampliando a rede de proteção às vítimas e reforçando que a violência contra a mulher não deve ser tolerada em nenhum ambiente.


