Roberto Radzikowski Júnior, de 38 anos, conhecido como “Maninho”, foi executado com pelo menos 20 tiros na manhã de domingo (5), no bairro Alto São Bento, em Itapema. A vítima morreu no meio da Rua 850 antes da chegada do socorro.
De acordo com informações apuradas no local, Maninho caminhava pela calçada quando um carro vermelho se aproximou. Em seguida, os ocupantes do veículo efetuaram uma sequência de disparos praticamente à queima-roupa.
Testemunhas relataram que, mesmo após a vítima cair, um dos criminosos desceu do automóvel e efetuou novos disparos no rosto de Roberto enquanto ele ainda se debatia no chão. Logo depois, os suspeitos fugiram antes da chegada da Polícia Militar.
A violência da execução assustou moradores da região. Um vídeo gravado por uma testemunha mostra o corpo caído na rua logo após o crime. Na gravação, a pessoa relata o momento de pânico e afirma que os atiradores passaram de carro e dispararam diversas vezes contra a vítima.
A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, responsável pela perícia, enquanto a Polícia Civil iniciou as investigações para identificar os autores e esclarecer a motivação do homicídio.
Vítima tinha antecedentes criminais
Roberto Radzikowski Júnior já havia morado em Balneário Camboriú e possuía antecedentes criminais.
Em 2014, ele foi apontado como um dos suspeitos do assassinato de Anderson Luis Batista Tomaz, de 33 anos, morto com nove tiros em frente a um bar na Terceira Avenida, no Centro de Balneário Camboriú. Na ocasião, os autores dos disparos conseguiram fugir.
Quase um ano depois, Maninho foi preso, acusado de participação no homicídio. Conforme as investigações da época, o crime teria sido motivado por uma desavença entre ele e a vítima quando ambos estavam no sistema prisional.
Já em 2017, ele voltou a ser preso após ser flagrado circulando pela Rua Dom Daniel, no bairro Vila Real, em Balneário Camboriú. Durante a abordagem, os policiais encontraram uma pistola, munições, R$ 45 mil em dinheiro e constataram que a caminhonete utilizada por ele apresentava irregularidades.
A Polícia Civil segue investigando a execução para identificar os responsáveis e esclarecer o que motivou o crime. Até o momento, nenhum suspeito havia sido preso.





