O primeiro dia da campanha oficial ao Governo de Santa Catarina serviu mais como apresentação das estratégias do que como um confronto direto entre os candidatos. João Rodrigues (PSD) começou pelo Sul, em Araranguá, prometendo percorrer o Estado nos próximos 45 dias. Gelson Merisio (PSB) foi a São Bernardo do Campo participar do lançamento da campanha de Lula, enquanto Jorginho Mello (PL) preferiu mostrar obras e realizações de seu governo em Florianópolis e Joinville.
Mas a largada de domingo foi apenas o começo. A partir de agora, a tendência é de uma intensa movimentação nos bastidores, com negociações, alianças e apoios que poderão redesenhar os palanques estaduais.
E o jogo não se resume à sucessão de Jorginho. Santa Catarina terá 13 candidatos ao Senado e centenas de nomes disputando vagas na Câmara e na Assembleia, transformando as eleições proporcionais em outra frente de batalha. Em 2026, cada partido precisará decidir onde colocar sua estrutura, seus recursos e seus principais cabos eleitorais.
A polarização que já aparece na disputa pelo governo tende, portanto, a se espalhar pelas proporcionais. Deputados federais e estaduais terão de escolher lados, enquanto candidatos majoritários buscarão transformar apoios em votos.
Nos próximos dias, mais do que discursos, serão as alianças que revelarão o desenho da eleição catarinense.
A campanha começou no domingo. Mas o verdadeiro jogo político começa agora.
Texto: Danilo Gomes


