Itajaí voltou a ocupar a primeira posição entre os municípios brasileiros que mais importam produtos do exterior. No primeiro semestre de 2026, empresas sediadas na cidade registraram US$ 9,103 bilhões em importações, crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume foi de US$ 8,08 bilhões. O avanço representa um acréscimo superior a US$ 1 bilhão em apenas seis meses. Os dados são do Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O desempenho mantém Itajaí na liderança nacional entre os municípios importadores e representa cerca de 6,4% de todas as importações realizadas pelo Brasil no período.
O que isso significa?
Embora os números sejam registrados em Itajaí, isso não significa que todos os produtos permaneçam na cidade ou que tenham entrado necessariamente pelo Porto de Itajaí.
Segundo a metodologia do Comex Stat, as importações são contabilizadas de acordo com o município onde está localizada a empresa responsável pela operação de comércio exterior. Assim, uma mercadoria pode desembarcar por diferentes portos ou aeroportos brasileiros, mas será registrada em Itajaí caso o importador tenha sede no município.
O que as empresas de Itajaí importam?
As importações registradas na cidade são compostas principalmente por matérias-primas, componentes industriais, máquinas, equipamentos, produtos químicos, metais, eletrônicos e alimentos.
Esses produtos abastecem diversos segmentos da economia brasileira, como a indústria de transformação, construção civil, agronegócio, setor automotivo, tecnologia, comércio e redes de distribuição.
Grande parte dessas mercadorias segue para outros estados depois dos processos de desembaraço aduaneiro e distribuição logística.
Os países que mais vendem para Itajaí
A China permanece como a principal origem das importações realizadas por empresas sediadas em Itajaí.
Na sequência aparecem Alemanha, Estados Unidos, Chile e Argentina, que juntos concentram mais de 60% do valor importado pelo município no primeiro semestre de 2026.
| País | Valor importado |
|---|---|
| China | US$ 3,79 bilhões |
| Alemanha | US$ 503,2 milhões |
| Estados Unidos | US$ 501,5 milhões |
| Chile | US$ 462,2 milhões |
| Argentina | US$ 445,1 milhões |
Ranking nacional das importações
O desempenho de Itajaí colocou o município à frente de grandes centros econômicos do país.
| Posição | Município | Importações (1º semestre de 2026) |
|---|---|---|
| 1º | Itajaí (SC) | US$ 9,103 bilhões |
| 2º | Manaus (AM) | US$ 8,787 bilhões |
| 3º | São Paulo (SP) | US$ 6,479 bilhões |
| 4º | Rio de Janeiro (RJ) | US$ 5,816 bilhões |
| 5º | Cariacica (ES) | US$ 5,791 bilhões |
Fonte: Comex Stat/MDIC.
Por que Itajaí aparece na liderança?
Especialistas apontam que a posição de destaque é resultado da forte concentração de empresas ligadas ao comércio exterior, logística, armazenagem, transporte e operações aduaneiras instaladas na cidade e em seu entorno.
Além disso, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, a proximidade da BR-101 e do Aeroporto Internacional de Navegantes tornam a região um dos principais polos logísticos do Brasil.
Impacto na economia
O elevado volume de importações movimenta uma ampla cadeia econômica. Operações de comércio exterior geram demanda para transportadoras, empresas de armazenagem, despachantes aduaneiros, operadores logísticos, seguradoras, oficinas, postos de combustíveis e diversos prestadores de serviços.
Embora muitas mercadorias tenham como destino final outros estados, as operações realizadas em Itajaí contribuem para a geração de empregos, arrecadação de tributos e fortalecimento da economia regional.


