
O mercado de segurança eletrônica no Brasil vive um momento de forte expansão, impulsionado pelo aumento da sensação de insegurança e pelo avanço da tecnologia. Em 2024, o setor faturou cerca de R$ 14 bilhões, com crescimento superior a 16% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).
O crescimento reflete uma mudança clara no comportamento de consumidores e empresas, que passaram a enxergar a segurança como um serviço essencial. Ainda assim, parte do mercado segue operando com soluções ultrapassadas. “Quando nós olhamos pro mercado de segurança, infelizmente ele deu uma parada no tempo. Empresas ainda trabalham com o mesmo alarme de dez, vinte, trinta anos atrás”, afirmou Thiago Hilário de Souza, gerente de Segmento de Alarme e Imagem da Orsegups, em entrevista ao programa Ligado na Cidade.
Diante desse cenário, empresas do setor têm apostado em inovação para atender à nova demanda. Na Orsegups, a estratégia foi desenvolver uma solução própria baseada em inteligência artificial. “Quando falamos de inteligência artificial aplicada em sistema de segurança, somos pioneiros nesse mercado. Hoje nós temos o Alarme 365”, destacou.
Segundo Thiago, a confiança no sistema é decisiva para o cliente. “A pior coisa de você não ter um alarme é você ter um alarme que você não confia”. Diferentemente dos modelos tradicionais, o Alarme 365 realiza verificação por imagem, o que permite identificar situações reais de risco e reduzir o tempo de resposta. “Hoje nós temos verificação por imagem, menor tempo de resposta do mercado e tudo isso na palma da mão do cliente”.
Segurança como serviço essencial
Mais do que tecnologia, o avanço do setor acompanha uma transformação social. “O sistema de segurança deixou de ser uma escolha. Ele se tornou um serviço essencial, assim como água, luz e internet”, avaliou o gerente. Esse cenário tem influenciado inclusive decisões de moradia, com cada vez mais famílias priorizando locais que ofereçam maior sensação de proteção.
No litoral catarinense, onde a Orsegups concentra parte de sua atuação, a procura por sistemas de segurança cresce especialmente em períodos de alta temporada. “Chega muita gente de fora, o fluxo aumenta e infelizmente arrombamentos e furtos também acontecem”, comentou.
Apesar do uso de inteligência artificial, o fator humano segue sendo central no monitoramento. “A tecnologia ajuda o ser humano a tomar as melhores decisões, com mais credibilidade e no menor tempo de resposta, mas sempre vai ter alguém olhando, zelando e cuidando”, concluiu.
A entrevista completa pode ser conferida no programa Ligado na Cidade, da Jovem Pan News Litoral.